Jussara Prá receberá o título de Cidadã Emérita

Vereadora Sofia Cavedon na tribuna.<span class="creditos">(Foto: Josiele Silva/CMPA)</span>
Vereadora Sofia Cavedon (PT)(Foto: Josiele Silva/CMPA)

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, na tarde desta segunda-feira (19/12), o projeto de lei que concede o título de Cidadã Emérita de Porto Alegre à professora, mestre e doutora Jussara Prá. A proposta, de autoria da vereadora Sofia Cavedon (PT), homenageia a líder do grupo de pesquisa “Gênero, Feminismo, Cultura Política e Políticas Públicas” e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que também é coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero (Niem/Ufrgs), integrante do Coletivo Feminino Plural e representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) no Comitê de Gênero da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM).

Jussara Reis Prá nasceu em Porto Alegre e formou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1978, cinco anos depois apresentou a dissertação de Mestrado em Ciências Políticas na Ufrgs e obteve o título de Doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) em 1992. Desde então, dedicou a carreira acadêmica a estudar as áreas de metodologia de pesquisa, métodos quantitativos, políticas públicas, estudos feministas e de gênero. As suas linhas de pesquisa atuam na “Produção cultural e lógica de gênero: o impacto do feminismo nas atitudes e no comportamento político de homens e mulheres” e na “Cidadania, Gênero e Cultura Política na América Latina”, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Ufrgs. 

Jussara ainda possui inúmeros trabalhos científicos publicados, entre livros, artigos e pôsteres, e orientou trabalhos acadêmicos de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutorado. De acordo com Cavedon, “em sua carreira acadêmica e atuação como cidadã, Jussara Prá construiu um sólido compromisso com as questões de gênero e do feminismo, contribuindo de forma teórica e prática para a defesa dos direitos da mulher”.

Texto: Cleunice Maria Schlee (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)