Plenário

Sessão Ordinária/ Lideranças

Movimentações de plenário. Na foto, o vereador José Freitas
Vereador José Freitas (PRB)(Foto: Giulia Secco/CMPA)

Durante o período de Lideranças da sessão ordinária desta quinta-feira (11/10), os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre falaram a respeito dos respectivos temas:

SAÚDE – Mauro Pinheiro (REDE) elogiou o secretário Municipal da Saúde, Erno Harzheim, por estudar a possibilidade de abertura de um posto de saúde que funcione até as 22 horas na região norte da cidade. Conforme Pinheiro, a região precisa que a medida seja adotada o mais possível, devido a grande demanda de atendimento médico da população local. Ainda, segundo ele, é notório que os postos de saúde de Porto Alegre estão com dificuldade de atendimento, pela questão de materiais antigos. “Estamos discutindo com a comunidade e com a secretaria para decidir qual posto da zona norte será aberto até às 22 horas”.(MF) 

VIOLÊNCIA – Para Sofia Cavedon (PT), há necessidade de que todos os democratas assumam uma postura de rejeição a qualquer ato de violência. De acordo com ela, o estímulo ao militarismo e ao movimento conservador tem gerado situações violentas e de desprezo ao povo nordestino. Segundo Cavedon, a onda de violência também tem atingido gravemente gays e lésbicas, que conforme o relato da vereadora, sofrem situações de intolerância e agressões físicas. O tema de apologia às armas foi outro ponto destacado por ela, que afirmou ser uma medida na qual trará danos fatais à sociedade. “A violência está na porta de nossas casas todos os dias. Está nas ruas e nas periferias”, disse, ao prezar pela diversidade e pelo movimento democrático.(MF) 

ASSISTÊNCIA - José Freitas (PRB) saudou a importância do Dia das Crianças, data celebrada nesta sexta-feira (12/10). Durante seu discurso, o vereador destacou que atuou como conselheiro tutelar na região central de Porto Alegre, e que hoje faz parte da Frente Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente. De acordo com Freitas, os problemas de estrutura dos conselhos se perpetuam atualmente. Ao lamentar a situação, ele defendeu que essas instituições são ferramentas muito importantes de acolhimento a crianças e jovens, e por isso é preciso de uma estrutura adequada para receber crianças carentes. "A gente luta dentro da frente junto com os conselheiros para que venha a melhorar a estrutura dos conselhos tutelares".(MF) 

VIOLÊNCIA II – Rodrigo Maroni (PODEMOS) denunciou uma prática de violência que sofreu no último domingo (11/10). Para o vereador, o ato se encaixa como intolerância política, um problema que acredita ser muito frequente ultimamente, por questões eleitorais. Em sua manifestação, Maroni ressaltou que já foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), e que preza pelas amizades feitas no partido. No entanto, ele também afirmou que há excessos do lado petista, e que lamentavelmente questiona a intolerância atribuída ao candidato presidenciavel do Partido Social Liberal (PSL). “Sou daqueles que acreditam que tem pessoas em todos os partidos e em todos os setores”. (MF)

ELEIÇÕES - Cassiá Carpes (PP) lembrou de sua trajetória democrática, especificamente do movimento “Diretas já”. Afirmou que naquela época se queria uma democracia com direitos e deveres, diferentemente do que existe hoje. Por este motivo, declarou já ter seu candidato definido. Acrescentou às justificativas seu anseio por segurança pública e menos corrupção. Explicou exemplificando com uma pesquisa de votos que foi realizada em um presídio. A maioria pretendia votar no candidato mais à esquerda. “Defendem a tese de que bandido não tem que estar na cadeia, por isso a violência está nesse nível”, considerou. (AM)

CONSTITUIÇÕES - Adeli Sell (PT) comentou sobre a história dos direitos garantidos pelas Constituições brasileiras e sobre a violência do país. “Ruy Barbosa, que contribuiu para a constituição republicana de 1891, bebeu na fonte dos federalistas norte-americanos”, disse, explicando a origem dos direitos individuais no texto. Já a Constituição de 1934 consolidou a segunda geração de direitos fundamentais da humanidade. Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos defendeu direitos sociais e princípios como fraternidade. Hoje, porém, ele acredita que vivemos em uma sociedade fragilizada, com Estados paralelos que ameaçam as instituições oficiais e o Estado democrático de direito. (AM)

VIOLÊNCIA III - Rafão Oliveira (PTB) afirmou que a recente notícia da facção que pretendia matar juízes do Estado é mais uma entre tantas notícias de exacerbada violência nos últimos 15 anos. “Vivemos a ditadura da bandidagem. Ideologias passaram a mão por cima, considerando-os vítimas da sociedade. São 200 milhões de cidadãos, não podemos ficar reféns de uma minoria”, disse, destacando que Porto Alegre é uma das cidades mais violentas do mundo e o Brasil possui número de homicídios maior do que países em estado de guerra. Rafão também lamentou a violência política dos últimos dias: “Se você acha legal um presidente, ou qualquer pessoa, ser esfaqueado por questão ideológica, me perdoe, mas não é normal”. (AM)

ELEIÇÕES II - Idenir Cecchim (MDB) elogiou a conduta dos vereadores Rafão Oliveira (PTB) e Cassiá Carpes (PP), que utilizaram a tribuna para revelar seus votos à presidência e os motivos de suas escolhas. O vereador criticou quem “fica em cima do muro” para não perder votos, e defendeu a convicção do povo gaúcho. “O Rio Grande do Sul não gosta de quem fica em cima do muro. O gaúcho tem lado, tem posição”, disse. (MC)

ELEIÇÕES III - Felipe Camozzato (NOVO) falou sobre o tensionamento em cima da questão da Presidência da República. Segundo ele, a figura do presidente concentra muito poder, portanto o “Estado deve ser reduzido”. O vereador defendeu que se deve “retirar poder do Executivo” e devolvê-lo para os “estados, municípios e para os cidadãos que pagam a conta”. (MC)

TÁXIS - Moisés Barboza (PSDB) teceu elogios à conduta do vereador Mauro Pinheiro durante sua campanha ao Legislativo estadual. O vereador abordou a discussão acerca da coloração dos táxis na Capital, onde saudou a tentativa da prefeitura “em atender toda a categoria” onde, primeiramente, acatou o pedido do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) pela mudança dos carros para a cor branca e, após abaixo-assinado da categoria, permitir o prazo de 24 meses para a troca da coloração dos táxis que já estão na frota. Por último, Barboza ressaltou o “povo gaúcho” pela decisão de levar para o segundo turno das eleições para o governo do Estado, dois candidatos que não se posicionam favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Nós não desejamos que os rumos do nosso país sejam tomados da cela da cadeia”, declarou. (MC)

Texto de: Munique Freitas (estagiária de Jornalismo)
               Bruna Schlisting Machado (estagiária de jornalismo)
               Alex Marchand (estagiário de jornalismo)
               Matheus Closs (estagiário de Jornalismo)
Edição:    Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)