- Atualizada em 09/08/2017 17:59

Sessão Ordinária/ Lideranças

Movimentação de plenário. Na foto, o vereador Paulo Brum.
Vereadores Paulo Brum (e) e Clàudio Janta na sessão desta quarta-feira(Foto: Luiza Dorneles/CMPA)

Na tarde desta quarta-feira (9/8), vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre trataram dos seguintes assuntos, no período de Comunicações de Lideranças da sessão ordinária:

ESCOLA - “Recebi uma notícia maravilhosa hoje pela manhã”, destacou Tarciso Flecha Negra (PSD) ao falar ao plenário. Conforme o vereador, que integra a Comissão de Educação, Cultura, Esportes e da Juventude (Cece) da Casa, visitas feitas a escolas estão produzindo bons resultados. “Recebi e-mail da diretora da Escola Martim Aranha, em Santa Tereza, na Zona Sul, dizendo que a Smed disponibilizou verba para reforma do esgoto e que a obra já foi feita”. O vereador contou que lá o esgoto corria a céu aberto ao lado do refeitório dos alunos e lembrou que a demanda foi encaminhada pela Comissão ao Executivo. “Espero que outras também sejam atendidas”, salientou. “Todas são de extrema importância para o desenvolvimento da educação de nossas crianças”. (HP)

REFORMA – Clàudio Janta (SD) criticou proposta de reforma política que está sendo discutida em Brasília. “Para salvar mandatos, estão vindo com uma vergonhosa reforma política”, disse e completou: “Uma picaretagem de reforma”. Para o vereador, os políticos da Capital Federal não estão respeitando as urnas, as quais, como salientou, já manifestaram a contrariedade da população ao tipo de administração política em vigor. “O modelo que querem implementar não vai permitir oxigenar, só vai perpetuar lá quem está destruindo o patrimônio do povo brasileiro”. Janta também criticou anúncio feito pelo presidente Michel Temer, de aumento das alíquotas do Imposto de Renda e depois negado, mas reafirmado posteriormente pelo ministro Henrique Meirelles. “Confiar em quem”, questionou. (HP)

ANIMAIS – Rodrigo Maroni (PR) destacou reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) realizada na terça-feira (8/8), quando foram tratadas questões ligadas à causa de defesa dos animais. “Temos de saber os rumos com relação as políticas públicas para os animais”, disse ao afirmar apoiar o atual governo, mas ser crítico em relação a esta questão. “Precisamos fazer uma discussão honesta sobre o que o outro governo fez e como manter”. Maroni também convidou os vereadores para que o acompanhem em visita às periferias, onde estão localizados os carrinheiros que ainda usam cavalos para tração dos veículos. “Na sua maior parte só exploram, muito eventualmente há um com carinho pelos animais. Falo isso com tristeza. Carroças são algo primitivo, não deveriam ser de nossa época”. (HP)

ÁGUAS – Coletiva de imprensa feita na terça-feira (8/8) por ex-diretores do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) foi o tema de Sofia Cavedon (PT). “Foi uma importante e emblemática coletiva, na qual ex-diretores, de vários partidos políticos, trouxeram elementos muito significativos”, disse a vereadora. “Primeiro pela representatividade dos que atestam que o Dmae é uma autarquia que funciona muito bem”, destacou. Sofia lembrou que o Departamento, como autarquia, não tem a incidência de imposto na tarifa. “Essa tarifa foi reconhecida no Fórum Mundial das Águas, em Tóquio, como a melhor do mundo, pela capacidade de ser módica para os pobres”. A vereadora disse ainda que, devido a capacidade de investimentos, o Dmae conseguiu chegar com água potável mesmo nas vilas irregulares da cidade. “É irresponsável um governo que quer vender o que funciona”, finalizou Sofia. (HP)

ESCOLA II - Valter Nagelstein (PMDB) defendeu o projeto apresentado por ele, conhecido com “Escola sem partido”, e respondeu à manifestação do colega Professor Alex Fraga (PSOL). “Dizer que a escola tem que educar para questões de gênero porque as crianças estão sendo violentadas nas famílias é um dos maiores absurdos que eu já ouvi na Câmara”, afirmou. Segundo Nagelstein, existe um “sistema de captura”, que deseja mostrar aos jovens que a família e a religião são coisas ruins. “Não sou reacionário, sou libertário. Quero conservar os bons valores e fazer avançar a sociedade onde ela deve evoluir”, garantiu. O parlamentar ainda disse que uma das formas de violência contra as crianças é ofender sua liberdade de consciência. “O projeto diz apenas o que já consta no estatuto do servidor público, que prega neutralidade no ambiente de trabalho”, completou. (PE)

ESCOLA III - Alex Fraga (PSOL) contrapôs o discurso de Nagelstein. “Utilizei os exemplos de agressões sexuais que acontecem nas famílias por conta de sua afirmação de que a escola ensina e a família educa”, explicou. O parlamentar também se disse surpreso com a apresentação do projeto pelo colega. “Me surpreende o vereador que é proponente da inclusão do debate sobre o Holocausto nas escolas apresente uma iniciativa que prega neutralidade no posicionamento frente a matizes ideológicas diversas”, lamentou. Segundo Alex, não se pode tratar com neutralidade a opinião de pessoas que usam a liberdade de expressão para ofender. Segundo ele, com a aprovação do projeto, a tarefa do professor de conduzir debates será cerceada. “Nossa obrigação é fazer com que as pessoas se respeitem, mesmo sendo diferentes”, concluiu. (PE)

MENTIRAS - Moisés Maluco do Bem (PSDB) atacou o que chamou de “velhas práticas da política” e o “populismo”. “Estão enganando os estudantes ao dizer que o governo quer retirar o passe gratuito”, afirmou, lembrando que o projeto prevê um limite de renda para obterem gratuidade. O vereador foi enfático ao negar que a administração municipal planeje privatizar o Departamento Municipal de Água e Esgoto. “Quem diz que o governo Marchezan quer vender o Dmae está mentindo”, declarou. Moisés ainda disse que a vontade do governo é reformular uma lei antiga, que proíbe parcerias público-privadas com o órgão. “ Nunca falamos em vender o Dmae, que jamais foi problema para essa gestão”, finalizou. (PE)

ESCOLA IV – Mônica Leal (PP) defendeu o projeto de Valter Nagelstein (PMDB). A vereadora destacou o texto da matéria, que recomenda imparcialidade político-ideológica na condução do ensino e prática do magistério. “A neutralidade não existe, mas a imparcialidade é necessária”, avaliou. Mônica também sublinhou a parte da redação que fala em pluralismo de ideias. “Sejamos exatos na íntegra do projeto ao discuti-lo, e não dar asas à imaginação”, alertou. A vereadora defendeu também a liberdade de consciência e de crença e o direito dos pais de participar da formulação do cronograma escolar. Por fim, ela afirmou que Nagelstein está “coberto de razão” ao apresentar o projeto. “Temos que defender as crianças das tentativas de doutrinação de qualquer lado político-partidário”, encerrou. (PE)

ÔNIBUS - Fernanda Melchionna (PSOL) falou sobre a importância da mobilização de estudantes contra a retirada do meio passe nos transportes públicos, marcada para o dia 11 de agosto, em Porto Alegre. A vereadora acredita que é preciso se mobilizar para possíveis restrições do passe livre de aposentados de baixa renda, bem como a extinção da segunda passagem gratuita na cidade. Para Fernanda, a medida do governo acaba com os direitos da população e dá lucro aos empresários. “É fundamental seguir as mobilizações das entidades estudantis”, defendeu. A parlamentar ainda criticou a possibilidade de privatização do Dmae e os projetos da prefeitura em relação aos municipários. (MF)

ESCOLA V - Felipe Camozzato (NOVO) prestou apoio ao projeto Escola Sem Partido, do vereador Valter Nagelstein (PMDB). Na escola, o vereador disse que aprendeu como o capitalismo é ruim e que teve apenas a exaltação de figuras de ideologia de esquerda. “A gente tem professores mais preocupados em militar do que em dar aula”, criticou. Também parabenizou o projeto do vereador Moisés Maluco do Bem (PSDB), no qual regulariza podas de vegetais em Porto Alegre. Para Felipe, a falta de discussão de assuntos como a retirada de cobradores de transporte coletivo e outros temas como privatização e parceria público-privada prejudicam a liberdade do cidadão. “Precisamos parar de dizer ‘não pode’, e começar a dizer ‘faça’ em Porto Alegre”. (MF) 

Textos: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)
            Paulo Egídio (estagiário de Jornalismo)
            Munique Freitas (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)