PLENÁRIO VIRTUAL

Sessão ordinária / Lideranças

  • Manifestações de lideranças na sessão desta quarta (24/6). Na foto: vereadora Karen Santos
    Manifestações de lideranças na sessão desta quarta (24/6). Na foto: vereadora Karen Santos(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
  • Manifestações de lideranças na sessão desta quarta (24/6). Na foto: vereador Felipe Camozzato
    Manifestações de lideranças na sessão desta quarta (24/6). Na foto: vereador Felipe Camozzato(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)

Os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante o período de Lideranças da sessão virtual desta quarta-feira (24/06), trataram dos seguintes temas: 

 

TESTAGEM - Felipe Camozzato (Novo) reconheceu a melhora dos últimos boletins da Secretaria Municipal de Saúde, que agora apresentam “locais de surto, status dos locais, número de confirmações nesses locais e os últimos três indicadores de origem dos pacientes”. O vereador aponta que com os dados "percebemos que temos hoje 45% dos pacientes em leitos de UTI provenientes de Porto Alegre” e assim "temos condições de avaliar a proporção dos números e reforçar a medida de aproximação do governo do estado e prefeituras da Região Metropolitana. Reconhecendo o esforço de transparência, Camozzato pediu aumento da testagem dos pacientes que chegam aos locais de atendimento e estão sendo mandados para casa. “Capacidade de testagem existe e podemos ampliar e fazer um teste amostral na nossa cidade para conduzir melhor o combate”, sugeriu. (RF) 

 

TRANSPARÊNCIA - Aldacir Oliboni (PT) mostrou preocupação na medida em que a partir do novo decreto, Porto Alegre “volta praticamente à estaca zero, como se estivéssemos em março”. O petista sugeriu um convite ao secretário municipal de Saúde para que ele fale aos vereadores como está sendo feita a ampliação de oferta de leitos, compra de respiradores e testagens, além de falar sobre os gastos efetuados, já que o site Transparência "deixa muito a desejar". Oliboni pediu esclarecimentos acerca de onde estão sendo aplicados os recursos, pois, diz ele, a oferta de leitos de UTI está sendo insuficiente. Segundo o vereador, "Hospital Conceição e Hospital de Clínicas praticamente colapsaram, no Ernesto Dorneles tinha oito pacientes aguardando, pois não se tinha leitos. Tenho certeza de que isso está acontecendo em todos os hospitais de Porto Alegre”. (RF) 

 

CAOS - Adeli Sell (PT) diz que "o prefeito é desrespeitoso ao mudar sorrateiramente e achar que a Câmara não presta atenção nas coisas”. Adeli criticou Marchezan pelo slogan da propaganda da Prefeitura. “Mudar a propaganda de ‘Para Frente, Para Sempre’ é uma atitude de Luís XIV”, “agora o prefeito diz Porto Alegre sou eu para sempre”. O petista indagou “onde estão as cestas básicas doadas à prefeitura, os recursos repassados pela Câmara e recursos das outras instituições?”. Para Adeli, o prefeito "esconde porque não existe transparência nessa prefeitura”. “A cidade está um caos”, segundo o vereador, que lembrou as sugestões feitas ao Executivo. "Prefeito, higienize a cidade, faça com que o Hospital Parque Belém funcione". Para o parlamentar, a população de Porto Alegre e da Região Metropolitana vai pagar com as vidas a incompetência administrativa da prefeitura. "Se estamos nesse caos, a culpa é do senhor e de todos nessa Casa que sustentam esse governo”, apontou. Para Adeli, Marchezan persegue quem não está com ele. "Isso é covardia, em defesa da cidade, Porto Alegre pra frente, mas não com Marchezan, com o Rei Luís XIV”. (RF) 

 

COMÉRCIO - Cassiá Carpes (PP) parabenizou a atitude da Mesa Diretora de cancelamento do recesso parlamentar de inverno, que acontece sempre no mês de julho. “Não havia necessidade, ninguém está viajando. Estou satisfeito que tive uma iniciativa e sem dúvida foi bom pra todos nós”. Sobre o sistema de saúde, Cassiá disse que a capital não está fazendo nenhuma graça para o Interior, já é obrigada. Conforme ele, a central de marcação de consultas e deslocamento de pessoas é feita toda em Porto Alegre, que leva a maior arrecadação do estado. O vereador pediu mais clareza, pois “quando tem um óbito aqui, é registrado para Porto Alegre, mas é bom saber de onde veio essa pessoa. Serve como parâmetro para cuidar mais”. Cassiá diz que novamente o comércio paga o pato. "Fui segunda no Centro, tudo tranquilo, não tem gente para comprar. Tem muito mais gente nos supermercados, farmácias, paradas de ônibus, orla, e põe a culpa no comerciante”. Segundo o parlamentar, o comerciante grande se segura e resolve a situação dele, agora o pequeno, o médio, e o micro estão quebrando e são os maiores empregadores desse país”. (RF) 

 

EQUILÍBRIO - Para João Bosco Vaz (PDT), é impossível que Porto Alegre faça algum movimento para que não venham os pacientes do interior que necessitam ser atendidos. Segundo ele, as pessoas não têm na sua cidade o exame ou o especialista que precisam e vêm para cá. Bosco diz que “nessa noventena alguém não fez a tarefa de casa”, pois "a quarentena era para preparar a cidade para quando chegássemos ao inverno". O vereador aponta que o contágio não está nas empresas, na indústria. "Eles se prepararam muito nos protocolos rígidos para atender ao público”. Pedindo equilíbrio nas decisões, Bosco sugeriu o uso da Guarda Municipal na fiscalização dentro de shoppings. "Se o shopping está aberto, coloca dois guardas a passear e convida a se retirar quem não estiver cumprindo os protocolos”. Completando, o vereador disse que os empresários e empreendedores não suportam mais isso: vai, vem, abre. "Precisamos ter esse equilíbrio urgentemente. Porto Alegre está se tornando uma cidade-fantasma em função das indecisões do governo municipal." (RF) 

 

TRANSPORTE - Karen Santos (Psol) trouxe o debate a respeito do novo decreto, com a circulação dos ônibus apenas com passageiros sentados. “Medida correta, mas não resolve o problema do número reduzido de frota. Recebemos inúmeras reclamações de paradas lotadas e pessoas que não conseguiram chegar no trabalho.” Mencionou também a falta de transparência, com o uso de recursos para publicidade de campanha eleitoral que poderiam ser usados para inúmeros outros problemas. “Esse tipo de denúncia não vem só com a pandemia, são questões estruturais. Precisamos levar a sério essa discussão e não podemos virar reféns de empresários sem compromisso social.” (LMN)

 

RESTRIÇÕES - Clàudio Janta (SD) disse que a questão do interior, com o coronavírus, tem muita influência em Porto Alegre. “Quem está pagando é a capital, os donos de empresa e os trabalhadores. Não adianta fazer restrição só aqui, tem que ser no estado inteiro. Não somos uma ilha.” Rebateu também a fala do vereador Cassiá Carpes (PP) e falou ser muito convicto das coisas que fala e faz. “As restrições deveriam acontecer em todo o estado. O vírus não se intimida, ele avança fortemente onde tem aglomerações. Precisamos acabar com isso, e não com os empregos.” (LMN)

 

DECRETO - Idenir Cecchin (MDB) disse que não são os locais de trabalho, pequenas indústrias, obras e restaurantes que estão transmitindo o coronavírus, pois estão tomando todos os cuidados possíveis. “Os vetores estão em outros locais, estamos castigando quem está cuidando. As grandes aglomerações acontecem fora das empresas, e isso deve ser repensado. A transmissão está acontecendo em lugares públicos e festas particulares.” (LMN)

 

EQUILÍBRIO II - Mendes Ribeiro (DEM) disse que as falas estão muito repetitivas e que não atingem quem deveria. “Vejo uma situação muito preocupante na cidade de Porto Alegre. É um problema sanitário, econômico, social e também afeta o sistema psicológico das pessoas. A insegurança é muito grande.” Falou que precisamos optar e estabelecer prioridades. “A cidade está priorizando o lazer no lugar do sustento. Não podem trabalhar mas podem se divertir. Precisamos achar um meio termo. Uma medida que restrinja mas que não feche do jeito que foi feito.” Finalizou sua fala dizendo que ninguém mais aguenta esse “abre e fecha” e que estamos chegando no índice recorde de desemprego. (LMN)

 

Texto

Rian Ferreira (estagiário de Jornalismo)
Lara Moeller Nunes (estagiária de Jornalismo)

Edição

Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)