Plenário Virtual

Sessão Extraordinária Virtual - Lideranças / Comunicações

  • Vereador Mendes Ribeiro
    Vereador Mendes Ribeiro na sessão virtual desta tarde(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
  • Vereadora  Lourdes Sprenger
    Vereadora Lourdes Sprenger defendeu sua proposta sobre termômetros (Foto: Leonardo Contursi/CMPA)

Vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante os períodos de Lideranças e Comunicações da sessão virtual desta quinta-feira (7/5), trataram dos seguintes temas:

PREJUÍZOS - Engº Comassetto (PT) comentou acerca de divulgação feita em veiiculo de comunicação da capital, onde foi apontado que Porto Alegre já teve R$ 600 milhões em prejuízos decorrentes da pandemia do Covid-19 e que, provavelmente, vai ter mais prejuízos em sua arrecadação. Avaliou, a partir de então, que “nos falta entendimento sobre em quais setores vai haver esses prejuízos”. Poi isso, Comassetto salientou que o tema da economia da capital “merece um diálogo mais próximo” com o Executivo. O vereador solicitou que a Fazenda municipal seja convidada a partiicpar de próxima sessão virtual da Câmara para que se discuta essa questão. (BSM)

DIÁLOGO I - Cláudia Araújo (PSD) manifestou-se sobre a retirada de projeto sobre as escolas privadas infantis, da votação. A vereadora destacou a responsabilidade e a relevância do tema: “é um projeto para proteger as crianças e buscar alternativas para as instituições se manterem”. Além disso, Cláudia falou sobre ter tido diálogo direto com a prefeitura, com secretários e infectologistas. “Quero que a gente consiga achar soluções para que as crianças estejam protegidas e bem-cuidadas nas instituições”. Ela lembrou que, aqueles pais que trabalham em serviços essenciais, necessitam que os seus filhos estejam devidamente assistidos. (BSM)

DIÁLOGO II - Mendes Ribeiro (DEM) cumprimentou a vereadora Cláudia pelo gesto de retirada do referido projeto da priorização. Na opinião de Mendes, “precisamos debater a questão das escolas, pois é um assunto delicado. Trata de crianças”. O vereador sublinhou, por exemplo, a dificuldade de controlar crianças de zero a três anos com o uso de máscaras; sem contar, igualmente, a complexidade da linguagem na idade infantil. Ele reforçou a importância do diálogo e a compreensão, nesse sentido, “sobre o que está sendo pensado no município”. (BSM)

DIÁLOGO III - Mauro Pinheiro (PL) disse que a questão do diálogo sobre a economia será resolvida com a Secretaria da Fazenda - que tratará com os vereadores a respeito das finanças do município. O vereador considerou a possibilidade de os secretários, em algum dia da próxima semana, “trazerem informações para os vereadores” nas sessões on-line, e conversarem com eles. Ele manifestou ainda sua esperança pelo retorno das atividades de Porto Alegre e declarou que as medidas até então tomadas, por conta do afastamento social devido ao Covid-19, têm tido um bom dinamismo: “nossa cidade está entre as capitais com o maior desempenho no país”. (BSM)

RETORNO - Cássio Trogildo (PTB) falou sobre o esforço de, neste período de sessões virtuais, avaliar os projetos de lei de forma rápida. Reiterou e agradeceu o papel que Mauro Pinheiro (PL), como líder do governo, tem feito nessa importante interlocução com o Executivo. O vereador mencionou também suas preocupações e precauções a respeito do projeto de Cláudia Araújo (PSD) sobre escolas de educação infantil privadas, que foi retirado por ela das priorizações. “Quadras esportivas e diversas outras atividades também estão sem previsão de retorno. Se o Executivo e as autoridades de saúde já tem dificuldade de fazer essa previsibilidade, imagina os setores econômicos.” (LMN)

PROJETOS - Cassiá Carpes (PP) parabenizou aqueles que, por sensibilidade, retiraram seus projetos de votação. Mencionou proposta de Cláudia Araújo (PSD) e disse acreditar não ser o momento para ele ser priorizado. Falou também sobre o projeto de Luciano Marcantônio (PTB) e sobre ter levado esse contexto até a Federação Gaúcha de Futebol. “Se liberarem mesmo, nem público terá.” Cassiá questionou o vereador Mauro Pinheiro (PL) sobre a relação do transporte público à pandemia e perguntou ao presidente da Casa se já existe alguma definição em relação ao IPERGS. “Não podemos ficar sem plano de saúde no meio de uma pandemia.” (LMN)

 

ESPORTE - João Bosco Vaz (PDT) disse que tem sido muito demandado pelos clubes sociais esportivos, academias e ginásios esportivos em relação a retomada das atividade. “Como entendo que temos um decreto de calamidade pública na cidade, esses projetos serão vetados pelo prefeito, com razão. Ainda não temos noção da extensão de tudo isso que estamos vivendo.” O vereador falou sobre conversa que teve com Bruno Miragem, que foi procurador e hoje comanda a força tarefa criada pela prefeitura para combater a pandemia. “Ele me pediu sugestões em relação aos segmentos esportivos. Passei então o contato dele para esses segmentos para não ter um viés político.” Finalizou falando sobre esse momento de crise exigir muitas seriedade. (LMN)


TERMÔMETRO -
Lourdes Sprenger (MDB) fez referência aos projetos citados hoje. “Solicitei que meu projeto fosse postergado para a próxima sessão, mas não retirei ele.” Disse que sua proposta ainda precisava ser esclarecida em alguns pontos. “Meu projeto não constrange ninguém. Os termômetros de aferição de temperatura corporal estão sendo usados por todo o Brasil e por todo o mundo. Inclusive, comprei um para o meu gabinete.” Finalizou dizendo que vai melhorar a proposta, ouvindo a Secretaria da Saúde em alguns quesitos. “Não vou ser pautada por jornalistas ou pela imprensa pela pressão nos nossos projetos. Críticas construtivas se aceitam, as tendenciosas não.” (LMN)

PREOCUPAÇÕES - Adeli Sell (PT) disse haver um descontentamento em relação a alguns setores da imprensa. “Nunca devemos generalizar a imprensa, mas há setores que estão de má vontade com a Câmara e uma boa vontade demais com o Executivo”. O vereador disse que a oposição “não vai se pautar pelo que a imprensa quer ou deseja” e “não vai aceitar chantagem de ninguém”. Adeli ainda disse que a Câmara necessita discutir com o secretário da Educação como será o retorno desse setor, que segundo o vereador, “é o mais complexo”. Ele contou que esteve discutindo sobre o pedágio urbano com o diretor-geral da EPTC e pediu o debate a respeito do transporte público de passageiros. “Estamos chegando a alguns denominadores comuns para trabalharmos de uma forma mais uníssona pela cidade”, completou. (RF)

ALTERNATIVAS - Após ouvir a imprensa dizendo que “a Câmara não vota os projetos do transporte público”, Mauro Pinheiro (PL) disse que gostaria de conversar com os demais vereadores para fazer um debate a respeito do transporte público. “As empresas de ônibus passam por uma situação muito difícil”, apontou. Pinheiro pediu a ajuda dos colegas de Casa para discutir os projetos sobre o tema para “buscar uma solução em conjunto” que abranja os diversos modelos de transporte, como ônibus, táxis e os aplicativos e sugeriu uma reunião com o secretário da Mobilidade. “O mundo inteiro passa por uma situação difícil e precisamos achar uma alternativa”, disse Mauro. (RF)

DINHEIRO - Clàudio Janta (SD) disse que as empresas do transporte público “são insaciáveis e vão seguir pedindo dinheiro”. O vereador prometeu que colocará “umas dez emendas” caso se dê dinheiro às empresas de ônibus. “Todas as empresas, para manter empregos, aderiram aos programas do governo, foram buscar recursos com bancos, mas o sistema de transportes só quer dinheiro da prefeitura de Porto Alegre”. Para Janta, “se vamos ajudar um segmento, vamos ter que ajudar outros. Se criar uma complementação pra esse segmento, vamos ter que criar pra todos os desempregados”, falou, lembrando que pequenas empresas, restaurantes e diversas lojas estão fechando as portas devido a pandemia. O vereador disse ser preciso ir com cautela e alertou: “não vamos cair nessa chantagem”. (RF)

SAÚDE - Aldacir Oliboni (PT) lembrou que no próximo dia seis de junho vence o concurso público para Técnico em Enfermagem do HPS. Oliboni disse que “é importante ter uma posição do governo para esses trabalhadores”, pois "há uma sobrecarga dos trabalhadores do HPS”. O vereador também falou do fechamento do restaurante do Postão da Cruzeiro e citou que “a alimentação agora será feita no HPS e tem uma enorme contradição na forma como vão ser armazenadas essas refeições”. Oliboni disse que os funcionários estão reclamando da qualidade dos lanches, tendo ocorrido, inclusive, a distribuição de alimentos vencidos. O vereador aponta que os trabalhadores foram informados de que haverá uma reforma no restaurante do local, mas “nem projeto se tem”. (RF)

CAFÉ - Dr. Humberto Goulart (PTB) se somou ao pedido de Aldacir Oliboni (PT) para que o governo reestabeleça o funcionamento da nutrição do Pronto Atendimento Cruzeiro no serviço de café da manhã, almoço e café noturno. Disse que essa situação de interrupção já ocorreu há oito anos, quando houve intensa mobilização e o problema foi resolvido. Para ele é necessário, além do atendimento aos servidores, para que tenham uma alimentação de qualidade e possam ter a oportunidade de convivência no espaço, que também sejam permitidos momentos de distensionamento do estresse resultante do trabalho que é exercido no local.  Goulart apelou ao líder do governo, vereador Mauro Pinheiro (PL), para que seja sensível a demanda e interceda pelos trabalhadores da saúde. (MG)

Texto

Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)
Lara Moeller Nunes (estagiária de Jornalismo)
Rian Ferreira (estagiário de Jornalismo)
Milton Gerson (reg. prof. 6539)

Edição

Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)